Tema: Vida

Na noite materna
Estão os refluxos de nós
Conjugados com feições quotidianas
Espantam a palidez
No gozo pela consolação
Dos próprios e dos outros
Adiam a fortuna prognóstica
Do longínquo devagar

O instinto modela o nada
Que vasto cansa o vento
E importuna o futuro
Na pena gesta do ridículo
Na involuntária esperança
Que inconsciente se ignora
No sorriso súbito
Apenso no mistério escrito
Contado em incertezas
Mas transcrito nas mentes
Que existem empoleiradas
Na honestidade de uma vida

Cláudia Luz
(02-06-2010)

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