Tema: Vida
Amei a infância das gentes
Era quente e chorosa
Cabia na ponta da chuva
Arrepanhadas nos canteiros
Que virtualmente se sentiam na alma
Ridículo sentir dos vínculos
Que levam à complacência
Ao pudor da emulação
Que consola os gentios
No cio da estreiteza da raiva
Mordo o sentido pleno
Que negra altera os prados
Na circense falácia do calor
Abandonada à sorte
Bafejada na palidez febril
Que no alivio chega vã
Brotando a angustia do amar
Cláudia Luz
(02-06-2010)
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