Tenho medo do desejo
Da crueza da sombra opaca
Do querer perdurar
Do desabafo cálido
Que sepulta os sentidos
Mortos, prostrados
Manchados de volúpias
Endoidecem juntos
Transpiram odes
E vibram valsantes

Cláudia Luz
(11-03-2010)

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